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Sobre
A noite ainda não começou, mas a jaqueta de couro já guarda o segredo. Há um coração elétrico pulsando sob a gola, uma promessa que não pede licença. Algo entre o vício e a liberdade, um convite para dançar na penumbra de um bar esfumaçado. O perfume não anuncia, ele sussurra uma rebeldia que não se vê, se pressente. O primeiro toque na pele é uma fruta fresca e gelada, a pera mordida junto à acidez grudenta da groselha negra. Mas o frescor dura pouco. Logo a nota de café explode, amarga e torrada, queimando o açúcar da baunilha que a segue. As flores brancas, como jasmim e laranjeira, não são inocentes: elas emergem sujas, quentes, embebidas no vapor do espresso. A base é um abraço vicioso de baunilha cremosa e almíscar, uma textura de algodão-doce torrado que gruda na memória. Na pele, a longevidade é uma teimosia deliciosa que dura até o amanhecer. A projeção é uma aura densa, mas que abraça sem sufocar: deixa rastros, não muros. É o perfume das noites frias de cidade grande, dos abraços apertados em cabines de telefone, das meias estações onde o vento corta o calor da pele. Um perfume para quem quer ser lembrado, mesmo depois de ter saído de vista.
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Miss Armaf Mystique
Olha, a galera que usou diz que o Miss Armaf Mystique tem bem a 'vibe' do Black Opium, sabe? Aquele cheiro de café com baunilha docinho. A principal diferença é que o Armaf é mais frutado na saída, tipo, um pouco mais animado e menos 'escuro' no começo. Mas depois que assenta, na pele, ele lembra bastante o original, sendo bem forte e duradouro pro preço. Não é 100% igual, mas pra quem curte o Black Opium e quer economizar, ele entrega uma experiência bem parecida, só que com uma pegada um pouco mais frutada no início.
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