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Sobre
A primeira borrifada rompe o silêncio como um estalo de gelo. A bergamota, vívida e vítrea, é imediatamente trespassada pelo calor elétrico da pimenta rosa. É uma faísca que acorda a pele, um frescor nervoso que promete movimento. Depois, a lavanda se insinua como um sussurro, ajeitando a gola do paletó e trazendo uma elegância seca e atemporal, quase cinematográfica. Conforme o impacto inicial cede, a fragrância amadurece no contato com a pele. O gerânio entra com seu verde ligeiramente apimentado, enquanto o patchouli, denso e terroso, ancora a composição em um chão firme de almíscar e madeiras nobres. É quando a masculinidade da colônia se revela não pelo volume, mas pela profundidade de um gesto contido. A base, um abraço quente de âmbar e madeiras, se prolonga por horas sem pressa. Na pele, a projeção é um halo confortável e seguro, que se intensifica no cair da noite ou nos dias mais frios. Não é um perfume que grita ou pede licença; ele simplesmente existe, em silêncio, como uma presença que se descobre a cada movimento.
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Perfume Referência

Bleu de Chanel
Olha, a galera que usa o Tag-Him fala que ele tem a mesma pegada 'azul amadeirado e cítrico' do Bleu de Chanel, então para o dia a dia, um nariz comum vai sentir que é da mesma família. Para quem conhece bem o Bleu, o Tag-Him não é uma cópia idêntica. Ele é um pouco mais áspero, meio picante e com um cheiro mais sintético, menos chique. A maior diferença aparece logo no começo: o Tag-Him tem uma saída mais forte, meio alcoólica, enquanto o Bleu já começa mais suave e redondo. Mas depois de um tempo, o cheiro que fica na pele lembra bem, e a fixação do Tag-Him é boa para o preço, aguentando umas 6 a 8 horas.
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