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Sobre
O ar se parte em lâminas de bergamota, um frescor cítrico que corta o espaço como um raio de sol invernal. Nos seus rastros, o cassis despeja sombras frutais, uma groselha negra que escorre acidez entre os dedos. A primeira impressão é verde e áspera, como folhas esmagadas sob botas de couro, uma aura que se expande com a insolência de um espírito livre, sem pedir licença. A violência inicial se dobra em sedução quando a rosa emerge, pétalas úmidas de orvalho sobre um leito de patchouli. A terra úmida respira sob essa combinação, quente e densa, como raízes entrelaçadas em segredo. O perfume agora é pele, um abraço que equilibra flor e musgo, enquanto o âmbar acende seus últimos reflexos, uma fumaça dourada que se enrosca nos pulsos. Ele dura o tempo de um crepúsculo prolongado, essa fragrância que oscila entre o vigor matinal e a intimidade noturna. Veste bem casacos de lã e o arrepio das noites frias, mas não recusa a informalidade de um dia nublado. Deixa um rastro discreto, como a memória de um lugar onde a luz filtrada pelas árvores desenha padrões no chão.
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Perfume Referência

Aventus
Olha, a galera que já usou os dois perfumes fala que o Shaheen Silver lembra bastante o Aventus. Não é idêntico, um "nariz comum" percebe que é da mesma família, mas não o original exato. O cheiro inicial é forte, com notas de cassis e bergamota, e não tem aquele cheiro de álcool ruim que alguns baratinhos têm. A fixação é boa, muita gente falando em 7-8 horas na pele, então aguenta bem o dia a dia. A diferença que apontam é que o Shaheen Silver é mais "verde" e um pouco mais seco que o Aventus, puxando um pouco pra outros perfumes parecidos, mas no geral a vibe do Aventus está lá.
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